Diáspora é sobre reinventar a web social. Diáspora não é sobre acabar com o Facebook ou Google+.

Estou aqui compartilhando um texto que encontrei e faz muito sentido como a minha busca sobre uma internet livre, neutra e que permita a proteção dos direitos de privacidade do indivíduo.

diaspora_icone1A mídia tem pintado o Diáspora como o Davi que irá matar ou curvar-se ao Golias. (Entenda Golias como sendo Facebook ou Google+, dependendo da narrativa da mídia).

É também uma função de diferenciação competitiva. Você somente conhece o que uma coisa é comparando-a com algo que já existe. A mídia tem escolhido comparar o Diáspora com o Facebook e Google+, o que é incompreensível.

Uma melhor comparação, entretanto, é a AOL versus a WWW (web).

Quando a AOL entrou em cena, ela era o único provedor de e-mail comercial disponível. Você não poderia enviar e-mail para um outro servidor de e-mail, por exemplo para a Prodigy, a partir da AOL nem vice-versa. Então a WWW (web livre ou web de código aberto, escolha o termo de sua preferência) veio para a cena.

Logo depois, vieram os protocolos de comunicação que permitiram diferentes provedores de e-mail conectarem seus usuários entre si.

A AOL agarrou-se à sua abordagem de “jardim murado” mas ao longo do tempo transformou-se de uma monopolista em mais um dos muitos atores da web aberta (WWW).

Avancemos rapidamente para os dias de hoje, e você encontrará uma situação similar.

O Facebook não permite a seus usuários enviarem mensagens para usuários do Google+, e vice-versa. O Facebook força todos os aplicativos a usarem sua API, perdendo assim a riqueza larga e ampla da web, forçando os aplicativos a conformarem-se ao seu ambiente de desenvolvimento.

Assim como a WWW, o Diáspora (D*) está tentando reinventar a “web social” de uma forma que se baseia em “jardins murados” para uma em que é aberta para todos os participantes (players).

Nós (do Diáspora) acreditamos que o mundo irá ser melhor quando os usuários forem donos dos seus próprios dados sociais e decidirem com quem compartilhá-los, independentemente de onde esses usuários estão online – independente de qual seu “provedor”.

Não há razão para que você não possa se comunicar com os usuários do Google+ a partir do Facebook, e vice-versa. Não há razão pela qual você deva ser forçado a usar aplicativos (apps) pré-aprovados pelo Facebook em vez de usar qualquer aplicativo web disponível online, em seu ambiente nativo.

O Diáspora (D*) quer permitir que você seja proprietário dos seus próprios dados e desfrutar da “web aberta” de uma forma social.

Isso não é sobre matar o Google+ ou Facebook. É sobre permitir aos usuários serem proprietários dos seus próprios dados sociais e ter a escolha do uso de qualquer serviço que ele queira, o que irá forçar aos “jardins murados” a fornecer melhores serviços, e também para que seus usuários saiam e levem seus próprios dados para outros serviços online que oferecem estes para eles.

diaspora_filosofia

Notas do tradutor:

  • Jardim murado. Tradução do termo “walled gardens”. Tem a ver com sentido de um jardim isolado, pouco acessível que não se comunica com seu entorno.
  • Web Social. Tradução do termo “social web”, que é a ideia rede social manifestada através da web.
  • Web aberta. O termo “open web” pode ser entendido como web aberta, WWW aberta, Internet aberta.

** Para uma Internet melhor, procure sempre informar as referências, dar os devidos créditos a quem dedicou tempo e trabalho para que a informação alcance todos os lugares.

Tradução: Claudio Lente em 29.11.2014.

Texto original de Yosem Companys, disponível em https://joindiaspora.com/posts/433064, acesso em 29.11.2014.


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